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4 perguntas que Máquina de Guerra 2, com Alan Ritchson, precisa responder na Netflix

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Máquina de Guerra

Máquina de Guerra deixa sem solução algumas de suas dúvidas mais relevantes, e várias delas precisam ser exploradas caso a Netflix e a Lionsgate realmente levem adiante uma continuação. Até agora, os estúdios ainda não oficializaram a expansão dessa história isolada, mas o desfecho de Máquina de Guerra praticamente implora por um novo capítulo.

As perspectivas para isso, aliás, parecem animadoras. Desde a estreia, Máquina de Guerra vem liderando os rankings da Netflix em diversos países, consolidando-se como um dos títulos de maior repercussão da plataforma no último ano. Com um público cada vez maior e a combinação entre recepção favorável e números expressivos de audiência, a possibilidade de Máquina de Guerra 2 sair do papel cresce bastante.

A boa notícia para Máquina de Guerra 2

Outro ponto que joga a favor é o fato de Alan Ritchson e o diretor Patrick Hughes já terem ideias para a sequência. Embora os detalhes concretos ainda não tenham sido divulgados, é natural imaginar que a continuação aproveite os principais ganchos e indícios deixados pelo longa de ação e ficção científica de 2026. E isso, claro, deve incluir respostas para várias perguntas importantes que o primeiro filme deixou em aberto.

4. Qual é o verdadeiro nome do número 81 em Máquina de Guerra?

Essa é uma dúvida que o próprio Máquina de Guerra levanta de forma direta, mas jamais resolve. Nos instantes finais do filme, um dos novos aliados Ranger de 81 enumera o nome de todos que estão no helicóptero, mas nem ele nem qualquer outra pessoa a bordo consegue identificar como se chama o personagem de Ritchson.

Depois de ser reconhecido apenas pelo número dentro da RASP, o protagonista termina a história sem revelar seu nome.

Seria até curioso se a possível franquia simplesmente nunca respondesse isso. Dessa forma, ele se tornaria ainda mais uma lenda, conhecido apenas por uma designação numérica, quase como uma figura mítica, e não como alguém com uma identidade comum.

Essa foi justamente a intenção de Hughes, que explicou que a decisão de ocultar o nome de 81 nasceu de sua paixão pelos faroestes.

Essa escolha funciona muito bem em um filme fechado, mas parece mais difícil imaginar que uma continuação de Máquina de Guerra consiga seguir adiante sem finalmente revelar quem ele é. A essa altura, 81 já se transformou em um herói dentro desse conflito.

Talvez ele não queira toda a atenção que esse status traz, mas seu nome é algo que outras pessoas no campo de batalha, e até a própria humanidade, inevitavelmente desejariam saber. O personagem de Ritchson não pode permanecer apenas como um número para sempre.

3. As máquinas são seres conscientes ou apenas armas controladas por alienígenas?

As misteriosas máquinas extraterrestres que chegam à Terra em Máquina de Guerra praticamente não recebem aprofundamento. O longa concentra sua atenção quase exclusivamente na vivência de 81, enquanto ele tenta sobreviver ao ataque e conduzir sua equipe em segurança. Fica evidente o quanto essas máquinas são devastadoras e até quais recursos podem abatê-las, mas sua real natureza continua obscura.

Elas são armaduras pilotadas por uma espécie alienígena ou são entidades autônomas, conscientes, como robôs sencientes? As duas hipóteses parecem plausíveis, mas Máquina de Guerra não aponta com clareza qual delas é a correta.

A resposta não altera de forma decisiva os acontecimentos do primeiro filme, porém, à medida que a humanidade mergulha em uma guerra maior contra esses invasores mecânicos, compreender o inimigo passa a ser indispensável.

Se existem alienígenas dentro dessas estruturas ou se eles as controlam à distância, surgem novas perguntas. Como são esses seres? Quais vantagens e fragilidades possuem? Conseguem sobreviver na Terra sem essas máquinas? E, se estivermos diante de robôs conscientes, outras dúvidas passam a ganhar força.

A humanidade dificilmente avançará nesse confronto sem entender exatamente quem, ou o que, está enfrentando. Por isso, é essencial que Máquina de Guerra 2 aprofunde a origem e a natureza dessas máquinas que parecem prontas para eliminar a espécie humana.

2. Por que as máquinas vieram à Terra?

Se essas máquinas são vivas ou manipuladas por uma raça extraterrestre, a questão sobre o motivo de sua chegada ao planeta continua sem resposta. Máquina de Guerra não faz nenhum esforço real para explicar isso. Tudo o que o filme mostra é que centenas dessas estruturas despencam sobre a Terra e começam a massacrar seres humanos imediatamente.

Mas qual é a razão? Não há sinais de que estejam ali para explorar vida orgânica, escravizar a humanidade ou extrair recursos naturais. Elas vieram apenas para exterminar humanos por puro impulso destrutivo? Estão eliminando a raça humana antes de dar início à próxima fase de um plano maior para dominar o planeta?

O confronto entre humanos e máquinas é fundamental para a narrativa de Máquina de Guerra 2, e embora o simples instinto de sobrevivência já baste para tornar a reação humana interessante, em algum momento a trama precisará oferecer uma motivação concreta para esses gigantes mecânicos antagonistas.

Seja para colonizar a Terra, seja para destruir uma espécie que consideram uma ameaça futura, o público precisa descobrir a razão por trás da invasão.

A dificuldade aqui é que só será possível entender isso de verdade se houver algum nível de comunicação entre humanidade e máquinas, ou algum outro caminho que permita compreender a motivação desses invasores. Por isso, a dúvida anterior precisa ser respondida primeiro. Se a sequência conseguir resolver ambas, terá a chance de apresentar uma visão muito mais rica e completa desse conflito.

1. O irmão de 81 está mesmo morto?

Por um lado, o destino do irmão de 81, vivido por Jai Courtney, parece bastante direto em Máquina de Guerra. Ele fica gravemente ferido após o ataque no Afeganistão e é carregado pelo personagem de Ritchson até a base militar mais próxima.

81 desaba de exaustão a poucos metros do destino e jura que seu irmão ainda estava vivo naquele momento. No entanto, entre a chegada dos militares e o instante em que 81 recobra a consciência, seus superiores informam que ele morreu.

O filme usa essa perda como uma das motivações centrais do protagonista. Ainda assim, mesmo sem sugerir de forma explícita uma reviravolta, essa situação parece suspeita desde o início.

Escalar um ator conhecido como Jai Courtney para um papel tão pequeno, somado ao fato de a morte acontecer fora de cena — sem que o público ou o próprio 81 veja o corpo — faz tudo soar estranho.

É difícil afirmar por que os militares inventariam a morte do irmão do Agente 81 ou de que maneira isso se encaixaria em uma continuação de Máquina de Guerra, mas a sensação de que ele pode estar vivo continua forte.

Máquina de Guerra
Imagem: Divulgação

Talvez ele tenha sido resgatado para integrar algum experimento governamental ultrassecreto. Afinal, ele demonstrava total determinação em entrar para a RASP e queria estar no centro da guerra. Quem sabe esse desejo tenha acabado levando o personagem a ser recrutado por outro braço das forças armadas, talvez até por um grupo que já soubesse algo sobre o novo inimigo da humanidade.

De todo modo, a revelação de que o personagem de Courtney sobreviveu seria uma grande virada e certamente abalaria a equipe de 81, além de abrir caminho para que os dois lutassem lado a lado contra essas máquinas alienígenas na sequência.

E, caso ele esteja realmente morto, ainda assim seria importante que Máquina de Guerra 2 confirmasse isso de forma definitiva, encerrando de vez essas especulações — especialmente se a franquia ganhar novos capítulos.

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Sobre o autor

Alexandre Cardoso

Apaixonado por Filmes e Séries, criei o Guia da Netflix em 2015. Com o avanço dos serviços de streaming, fundei o Streamings Brasil, onde atuo como editor-chefe. Nesse site, escrevo sobre dicas e novos títulos adicionados aos streamings. Breaking Bad, Ozark, The Boys e Game of Thrones são algumas das minhas séries favoritas. Sou Engenheiro Civil, mas apaixonado por internet.