Rhaenyra conquista uma importante vitória no segundo episódio da terceira temporada de House of the Dragon, e o instante em que finalmente ocupa o Trono de Ferro está repleto de referências ao encerramento de Game of Thrones.
A decisão chama atenção, especialmente porque a temporada final da famosa série de fantasia não recebeu uma resposta muito positiva do público.
Quando Daenerys Targaryen conquistou Porto Real, ela contrariou praticamente tudo o que defendia durante Game of Thrones e destruiu tanto a cidade quanto seus habitantes.
Consequentemente, a fúria e o sofrimento de Daenerys contribuíram para sua transformação na Rainha Louca. No fim, ela também perdeu a vida por causa de suas escolhas.
Apesar de toda a polêmica provocada por essa conclusão, House of the Dragon trabalhou para estabelecer paralelos entre sua protagonista Targaryen e a personagem central da produção original.
No segundo episódio da terceira temporada, pouco depois de descobrir a verdade sobre a morte de seu filho Jace, Rhaenyra confia na promessa de Alicent e permite que os portões da Fortaleza Vermelha sejam abertos.
A escolha se mostra correta. Assim, no encerramento do episódio, Rhaenyra aparece firmemente acomodada no Trono de Ferro.
Havia algo profundamente recompensador em acompanhar Rhaenyra ocupando oficialmente o Trono de Espadas.
Esse último passo em direção ao reconhecimento como Rainha de Westeros representa algo que Daenerys nunca conseguiu alcançar, já que Jon Snow a impediu.
Game of Thrones ganha um novo significado com a chegada de Rhaenyra ao Trono de Ferro
O segundo episódio da terceira temporada de House of the Dragon preenche essa ausência. Entretanto, a cena possui um significado ainda mais emocionante.
Desde os enquadramentos escolhidos até a maneira como Rhaenyra se comporta, todos os detalhes parecem planejados para que a sequência se conecte diretamente ao final de Game of Thrones.
Dessa forma, a produção estabelece um contraste marcante com o momento em que Daenerys finalmente assume sua identidade como Rainha Louca.
O contraste entre as conquistas de Porto Real por Rhaenyra e Daenerys
As semelhanças visuais e narrativas entre o segundo episódio da terceira temporada de House of the Dragon e os episódios cinco e seis da oitava temporada de Game of Thrones são bastante evidentes.
Primeiramente, destaca-se o estado emocional de Rhaenyra e Daenerys antes da conquista de Porto Real.
Em Game of Thrones, Daenerys perde um dragão, que considerava como um filho, além de sua amiga e principal confidente, Missandei, durante o conflito contra Cersei.
Em House of the Dragon, por sua vez, Rhaenyra enfrenta uma dor devastadora depois de perder o próprio filho durante a Batalha do Desfiladeiro.
As duas rainhas ficam emocionalmente destruídas após essas perdas. Além disso, ambas acreditam que foram traídas pelas pessoas ao redor.
A instabilidade de Daenerys e sua decisão de incendiar Porto Real, mesmo depois do toque dos sinos, estão diretamente ligadas à sua profunda tristeza.
Rhaenyra, embora enfrente uma experiência semelhante, sobrevoa a cidade sem atacar nenhum morador.
Assim como ocorreu em Game of Thrones, a série derivada mostra o medo dominando as ruas quando os habitantes avistam os dragões.
Entretanto, ao contrário de Daenerys, Rhaenyra simplesmente segue em direção às muralhas da Fortaleza Vermelha.
Enquanto Daenerys mata os soldados de Cersei, independentemente de terem se rendido, Rhaenyra garante aos homens que abandonam suas armas que não pretende machucá-los.
Pelo contrário, ela afirma que chegou para restabelecer a justiça.
Daenerys observa as consequências de sua destruição com uma expressão de satisfação tranquila. Rhaenyra, contudo, chora enquanto executa seu adversário, Otto Hightower.
As lágrimas continuam enquanto ela finalmente ocupa o Trono de Ferro.
Daenerys, por outro lado, apenas sorri diante daquilo que considera seu direito de nascimento, mesmo estando em uma sala do trono destruída e completamente convencida de sua própria justiça.
House of the Dragon melhora retroativamente o final de Game of Thrones
Atenção! O texto contém spoilers do segundo episódio da terceira temporada de House of the Dragon!
Rhaenyra alcança uma vitória decisiva no segundo episódio da terceira temporada de House of the Dragon. Além disso, o momento em que ela assume o Trono de Ferro apresenta diversas referências ao final de Game of Thrones.
Essa escolha parece especialmente curiosa porque a temporada final da famosa série de fantasia provocou uma recepção bastante negativa entre muitos espectadores.
Quando Daenerys Targaryen tomou Porto Real, ela se afastou de tudo aquilo que havia defendido ao longo de Game of Thrones e destruiu a cidade junto com seus habitantes.
Portanto, sua raiva e sua dor acabaram transformando-a na Rainha Louca. Posteriormente, ela também morreu em consequência dessas atitudes.
Apesar das críticas direcionadas a esse encerramento, House of the Dragon desenvolveu paralelos claros entre sua principal personagem Targaryen e a protagonista da série original.
No segundo capítulo da terceira temporada, logo depois de descobrir o que realmente ocorreu com seu filho Jace, Rhaenyra acredita na palavra de Alicent e permite a abertura dos portões da Fortaleza Vermelha.
A decisão funciona e, ao final do episódio, Rhaenyra finalmente aparece sentada no Trono de Ferro.
Acompanhar Rhaenyra ocupando oficialmente o Trono de Espadas transmite uma sensação profundamente satisfatória.
A cena representa o último grande passo para que ela seja reconhecida como Rainha de Westeros, algo que Daenerys nunca conseguiu concretizar porque Jon Snow a interrompeu.
O final de Game of Thrones é refletido na vitória de Rhaenyra
O segundo episódio da terceira temporada de House of the Dragon compensa essa ausência. Contudo, a sequência possui um peso ainda mais tocante.
Tudo, incluindo os movimentos de câmera e a postura adotada por Rhaenyra, parece cuidadosamente construído para estabelecer uma ligação direta com o final de Game of Thrones.
Consequentemente, surge um contraste significativo com o momento em que Daenerys abraça sua transformação na Rainha Louca.
As diferenças entre Rhaenyra e Daenerys durante a conquista de Porto Real
Os paralelos narrativos e visuais entre o segundo episódio da terceira temporada de House of the Dragon e os episódios cinco e seis da oitava temporada de Game of Thrones são impressionantes.
Antes de tudo, chama atenção a situação emocional enfrentada pelas duas mulheres pouco antes de entrarem em Porto Real.
Em Game of Thrones, Daenerys perde um de seus dragões, que considerava como um filho. Além disso, ela testemunha a morte de Missandei, sua amiga e confidente, durante a guerra contra Cersei.
Enquanto isso, em House of the Dragon, Rhaenyra enfrenta um sofrimento intenso depois de perder o próprio filho na Batalha do Desfiladeiro.
As duas rainhas ficam completamente abaladas após essas tragédias. Da mesma forma, ambas sentem que foram traídas pelas pessoas próximas.
A loucura de Daenerys e sua decisão de queimar Porto Real, mesmo depois de ouvir os sinos, permanecem fortemente associadas à dor que ela carregava.
Rhaenyra atravessa uma experiência parecida, mas sobrevoa a cidade sem atacar seus moradores.
A série derivada, assim como Game of Thrones, mostra o pânico tomando conta das ruas quando os dragões aparecem.
Entretanto, em vez de destruir a cidade, Rhaenyra apenas voa até as muralhas da Fortaleza Vermelha.
Daenerys elimina os soldados de Cersei, inclusive aqueles que abandonam suas armas. Rhaenyra, porém, afirma aos homens rendidos que não deseja machucá-los.
Segundo ela, seu objetivo consiste em restaurar a justiça.
Enquanto Daenerys contempla os efeitos de sua fúria com uma satisfação silenciosa, Rhaenyra chora ao ordenar a morte de Otto Hightower.
As lágrimas permanecem em seu rosto quando ela finalmente se acomoda no Trono de Ferro.
Daenerys, ao contrário, sorri diante de seu suposto direito de nascimento dentro da sala do trono devastada, completamente certa de que suas atitudes eram justas.
House of the Dragon transforma a conclusão de Game of Thrones
O desfecho de Daenerys em Game of Thrones pareceu frustrantemente acelerado. Entretanto, House of the Dragon acrescenta uma dimensão dolorosamente poética àquele momento.
A série deixa evidente que a chamada loucura Targaryen pode ser apenas um mito.
Daenerys não perdeu completamente o controle e destruiu Porto Real somente por causa de seu sangue ou por ter perdido pessoas importantes.
Afinal, outra rainha Targaryen enfrentou circunstâncias semelhantes e tomou decisões completamente diferentes.
Rhaenyra aceita, mesmo contra sua vontade, a recompensa conquistada após a morte de seu filho porque considera essa atitude seu dever.
Daenerys, por outro lado, toma aquilo que acredita lhe pertencer sustentada pela ideia nociva de que seria uma heroína profetizada e incapaz de praticar o mal.
O aspecto mais interessante dessa situação está na motivação irônica que leva Rhaenyra a assumir o trono.
Depois da morte de Jace, ela perde completamente a vontade de continuar a guerra.
Entretanto, Daemon a recorda do sonho de Aegon e da visão na qual ele observou uma jovem Targaryen acompanhada por dragões.
Daemon e Rhaenyra
Daemon explica a Rhaenyra que aquela garota representa a princesa prometida. Além disso, afirma que ela somente conseguirá unificar o reino caso Rhaenyra ocupe seu lugar em Porto Real.
A lembrança provoca o efeito desejado. Dessa maneira, mesmo dominada pela dor, Rhaenyra voa até a cidade para garantir que essa futura Mãe dos Dragões possa se tornar rainha algum dia.
Não existe qualquer indicação no livro Fogo & Sangue, de George R.R. Martin, de que Daemon tenha tido uma visão envolvendo Daenerys.
Da mesma forma, a obra não afirma que Rhaenyra tenha reivindicado o Trono de Ferro motivada pelo sonho de Aegon.
Esses elementos foram criados exclusivamente para House of the Dragon.
Ainda assim, o efeito provocado pela mudança é impressionante.
Existe uma ironia profundamente trágica no fato de Rhaenyra ter conquistado a cidade de maneira pacífica para que Daenerys pudesse salvar o reino no futuro.
Quase 200 anos depois, contudo, essa mesma rainha acabaria incendiando Porto Real.
Talvez essa ligação não faça parte do cânone original, mas a poesia presente nessas circunstâncias combina perfeitamente com os temas de As Crônicas de Gelo e Fogo.
Trata-se de uma excelente construção narrativa. Além disso, apesar de toda a controvérsia relacionada ao final de Game of Thrones, esses paralelos jamais poderiam existir sem a terrível queda de Daenerys.
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