A união de The Last of Us e Eu Sou a Lenda: Pós-Apocalíptico perfeito caiu no esquecimento

Os últimos anos foram tomados de adaptações pós-apocalípticas com jogos, filmes e séries de TV. Embora muitos concluam que The Last of Us alcance o ápice dessas adaptações, bem como, Eu Sou A Lenda seja um filme louvável, alguns se esquecem de I Am Alive.

I Am Alive é um jogo de sobrevivência que acabou caindo no esquecimento de fãs do gênero pós-apocalíptico, graças as suas frenquentes mudanças nos anúncios de sua mecânica e seu lançamento pouco badalado. Ainda assim, o game caí como uma luva para quem já assistiu e zerou The Last Of Us e aguarda uma continuação de Eu Sou a Lenda.

Pois bem, se você não sabe do que exatamente se trata o game, aqui estão maiores detalhes sobre uma excelente opção que você pode ter deixado passar.

Do que se trata I Am Alive

Lançado em meados de 2012, para Play Station 3 e Xbox 360, I Am Alive, é um jogo de sobrevivência zumbi, que se passa após um ano de um evento cataclísmico mundial, que dizimou quase toda a civilização humana.

Nesse interím, conhecemos um homem, que luta pela sobrevivência numa cidade desolada, enquanto ele tenta reencontrar sua esposa e filha, que se perderam há bastante tempo no caos do acontecimento.

O jogo se passa na cidade fictícia americana de Haventon, que se encontra em ruínas e praticamente inavitável, com o solo coberto por uma nuvem tóxica de poeira e cinzas. Agora, o protagonista se encontra na insegurança permanente de um mundo agora decadente e perigoso, e acima de tudo, nas mais obscuras inclinações da humanidade.

I Am Alive apresenta uma jogabilidade mista, onde na maioria do tempo, acompanhamos uma perspectiva de terceira pessoa, com a câmera mudando para a primeira pessoa, para apontar e disparar. Durante encontros com outros sobreviventes, o jogador está munido de diversas táticas para se manter vivo.

O principal é o uso de intimidação por exemplo, apontando uma arma vazia aos hostis ou surpreender os inimigos com uma faca e matar. Por fim, o jogo também apresenta a realização de mortes em stealth usando um arco. O grande diferencial de outros jogos do gênero é a atmosfera preta e branca, que predomina praticamente todo o cenário.

Problemas acabaram com o jogo

Grande parte do público de fãs de pós-apocalipse não conhecem como o jogo funciona ou sequer tiveram contato com o game. Mas, isso se deve aos diversos problemas que ocorreram em seu desenvolvimento, bem como, na divugação confusa.

Em suma, I Am Alive foi anunciado em 2008, como uma produção ambiciosa do estúdio francês Darkworks, como um jogo AAA. Após atrasos e insatisfações da Ubisoft, que lançaria o jogo, o projeto foi transferido para a unidade de Shangai.

A partir daí, tudo o que a Darkworks havia construído e anunciado foi para o ralo, com o estúdio Chinês apenas mantendo o conceito básico. Depois da mudança de estúdio, o lançamento foi reduzido apenas para o lançamento via download, em uma época que os jogadores ainda adquiriam jogos físicos.

I Am Alive
Imagem: Divulgação

Por fim, os fãs que estavam ansiosos pelo game, permaneceram quase 2 anos sem nenhuma notícia de seu desenvolvimento. À essa altura, já se dava como cancelado o projeto. Quando a Ubisoft retornou com o anúncio, o produto já não parecia o mesmo que os fãs haviam visto em 2008.

I Am Alive ainda teve uma divulgação tímida, com baixo investimento em campanhas de publicidade e trailers modestos. O balde de água fria veio justamente com a nota média da crítica. Apesar dos elogios às ideias originais, a jogabilidade repetitiva, os gráficos defasados e a falta de polimento técnico frustraram os críticos.

A unânimidade dos reviewers mostraram o potencial da ideia inicial que se perdeu no resultado final. Mesmo com tamanhas frustrações, o jogo vem reaparecendo em dicas para fãs do gênero pós-apocalíptico. Pois bem, se você ainda não conhece a obra, abaixo é possível ver um vídeo apresentando a ideia original.

Então, você já jogou I Am Alive?

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Alexandre Cardoso
Alexandre Cardoso
Alexandre Cardoso é editor e produtor de conteúdo sobre filmes, séries e streaming desde 2015. Fundador do Guia da Netflix e do Streamings Brasil, atua com curadoria, recomendações e cobertura das principais plataformas de streaming. Também é formado em Engenharia Civil e apaixonado por internet e entretenimento.

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