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Esta série policial subestimada, criada por Dick Wolf e ambientada em Nova York, oferece tudo o que os fãs de Chicago procuravam

Alexandre Cardoso Por Alexandre Cardoso
05/07/2026
Tempo de Leitura: 6 mins
FBI é perfeita

Imagem: Divulgação

Embora não represente exatamente uma surpresa, a confirmação de que a franquia One Chicago retornará no outono certamente deixará seus fãs satisfeitos. Afinal, Chicago Med, Chicago Fire e Chicago PD estão entre as produções da televisão aberta mais acompanhadas do mundo. Entretanto, quem procura algo semelhante também encontra em FBI uma alternativa bastante eficiente.

Dick Wolf, criador dessas séries, já demonstrou inúmeras vezes que sabe desenvolver grandes sucessos televisivos. Sua duradoura franquia Law & Order, por exemplo, continua entre as favoritas do público, enquanto NBC e Peacock aproveitam os resultados de seu trabalho.

Contudo, para os admiradores de One Chicago, é justamente a produção exibida pela concorrente CBS e disponibilizada pelo Paramount+ que reúne tudo aquilo que eles desejam. Há oito anos, FBI entrega investigações intensas, personagens competentes e ameaças capazes de ultrapassar os limites de uma única cidade.

FBI apresenta uma cidade maior e ameaças ainda mais perigosas

FBI segue uma estrutura policial semelhante à de Chicago PD. Porém, em vez de acompanhar uma unidade da polícia de Chicago, a série revela os bastidores da divisão criminal do escritório de campo do FBI em Nova York.

Dentro dessa unidade, cinco personagens formam o núcleo principal da narrativa. Três deles permanecem na produção desde o episódio inicial.

Maggie Bell, interpretada por Missy Peregrym, trabalha como agente especial e possui experiência anterior como policial em Indiana. Além disso, ela representa a integrante mais recente de uma longa tradição familiar ligada à segurança pública e, atualmente, atua como uma investigadora experiente.

Omar Adom “OA” Zidan, vivido por Zeeko Zaki, nasceu em Nova York e se formou em West Point. Posteriormente, ele ingressou no FBI depois de passar dois anos trabalhando infiltrado para a DEA.

Enquanto isso, Jubal Valentine, personagem de Jeremy Sisto, ocupa o cargo de agente especial assistente. Sua principal responsabilidade consiste em coordenar diferentes operações por meio do Comando de Operações Conjuntas.

Os outros dois integrantes chegaram durante a segunda temporada. Alana de la Garza interpreta a agente especial Isobel Castille, enquanto John Boyd assume o papel do agente especial Stuart Scola.

Essa equipe relativamente pequena ajuda a manter a narrativa concentrada. Consequentemente, o público consegue acompanhar as investigações sem enfrentar uma quantidade excessiva de personagens circulando ao redor dos casos.

O primeiro episódio estabelece o ritmo da produção

A série estreou em 25 de setembro de 2018 e já começou com uma ameaça de grandes proporções. No episódio inicial, 27 pessoas morrem depois que duas explosões destroem um prédio residencial.

À primeira vista, as autoridades acreditam que o ataque possui ligação com uma disputa entre gangues. Contudo, a realidade se revela muito mais perturbadora.

Um supremacista branco decide provocar o caos em Nova York e tenta atribuir os atentados a gangues formadas por pessoas não brancas. Assim, ele pretende espalhar medo, ampliar tensões raciais e manipular a população.

A boa notícia é que Maggie e OA começam a se aproximar rapidamente do responsável. Entretanto, existe uma informação ainda mais preocupante: outra bomba permanece escondida em algum ponto da cidade.

Felizmente, a analista técnica Kristen Chazal, interpretada por Ebonée Noel, consegue desativar o explosivo durante uma reunião pública. Em seguida, os agentes prendem o anarquista responsável pelo plano.

O piloto de FBI estabelece com clareza o padrão adotado nos episódios seguintes. A ação permanece intensa, as ameaças crescem rapidamente e a investigação avança sem grandes interrupções até uma conclusão construída para satisfazer o público.

Dessa maneira, a série deixa evidente desde o começo que não pretende depender de investigações lentas. Pelo contrário, quase todos os casos carregam riscos imediatos e consequências potencialmente devastadoras.

A série reúne o melhor da franquia One Chicago

Por sua própria natureza, FBI possui mais elementos em comum com Chicago PD. Ainda assim, a produção também utiliza características capazes de agradar aos fãs de Chicago Med e Chicago Fire.

A parceria entre Maggie e OA, por exemplo, lembra os vínculos especiais formados entre Sharon, vivida por S. Epatha Merkerson, e Daniel, interpretado por Oliver Platt, em Chicago Med.

Da mesma forma, a conexão entre os agentes recorda a amizade de Mouch, personagem de Christian Stolte, e Herrmann, vivido por David Eigenberg, em Chicago Fire.

Os casos e as investigações também apresentam semelhanças com aqueles encontrados no universo de One Chicago. Contudo, em FBI, as consequências frequentemente alcançam uma dimensão maior e, em determinadas ocasiões, afetam o país inteiro.

Além disso, todas essas produções pertencem à Wolf Entertainment. Portanto, existe uma ligação natural graças ao compartilhamento de profissionais e integrantes das equipes criativas.

Essa conexão chegou a aparecer diretamente na tela. Em um episódio lançado em 2020, a detetive Hailey Upton, interpretada por Tracy Spiridakos, viaja para Nova York e trabalha em uma investigação ao lado de OA.

Outro ponto semelhante envolve o compromisso com a diversidade. A produção apresenta diferentes experiências culturais e profissionais dentro de um ambiente de trabalho retratado de maneira positiva.

A narrativa não tenta copiar completamente Chicago PD

Apesar das semelhanças, FBI não adota o realismo constantemente pesado de Chicago PD. Consequentemente, a série permite que seus protagonistas troquem comentários irônicos, provocações leves e respostas espirituosas.

Esse tipo de humor permanece muito mais distante de Chicago PD do que Nova York fica de Chicago. Ainda assim, ele ajuda a tornar a parceria entre Maggie e OA mais natural.

A produção também demonstra pouco interesse em explorar detalhadamente a vida particular de todos os agentes. Dessa forma, evita frequentemente o conhecido clichê envolvendo personagens que passam temporadas inteiras sem decidir se formarão ou não um casal.

Em vez disso, os procedimentos policiais conduzem a maior parte da narrativa. Enquanto as séries de One Chicago investem bastante no desenvolvimento pessoal de seus protagonistas, FBI concentra sua atenção nos casos e nas operações.

Como resultado, os espectadores podem construir uma ligação emocional mais intensa com os personagens de One Chicago. Afinal, suas rotinas familiares, relacionamentos amorosos e conflitos pessoais recebem mais espaço.

Por outro lado, a série ambientada em Nova York trabalha com um elenco principal menor. Além disso, a produção apresenta pouca rotatividade, algo que afetou frequentemente os títulos de One Chicago durante os últimos anos.

Essa estabilidade permite que as relações profissionais cresçam de maneira gradual. Ao mesmo tempo, o público não precisa se adaptar continuamente a substituições dentro da equipe.

Os momentos emocionais ganham maior impacto

Isso não significa, entretanto, que FBI ignore completamente as emoções de seus personagens. Na verdade, justamente por surgirem com menor frequência, esses momentos costumam provocar um efeito ainda mais forte.

Um bom exemplo aparece no episódio “Exposed”, da primeira temporada. Maggie perdeu o marido, que trabalhava como jornalista, em um suposto acidente ocorrido antes dos acontecimentos apresentados na série.

Durante o capítulo, ela confessa a OA que não acredita na versão oficial. Segundo Maggie, a morte do companheiro talvez tenha resultado de uma ação intencional.

Além disso, a agente revela sua dificuldade para enfrentar a perda. Essa conversa estabelece uma das principais tramas pessoais da personagem.

Posteriormente, o arco leva Maggie até o responsável pela morte do marido. Contudo, ela só consegue encontrar o assassino graças ao trabalho de OA.

Sem contar imediatamente aquilo que estava fazendo, o parceiro investiga o caso de maneira reservada para ajudá-la. Assim, o episódio reforça a confiança existente entre os dois agentes.

A história também demonstra que a série consegue aprofundar seus protagonistas sem transformar todos os episódios em dramas pessoais. Dessa maneira, as revelações emocionais permanecem conectadas às investigações.

FBI entrega uma versão mais direta e focada na ação

A produção aproveita algumas das melhores qualidades da franquia One Chicago, porém organiza esses elementos dentro de um formato mais simples e concentrado.

Os casos possuem consequências elevadas, os protagonistas trabalham bem em conjunto e as ameaças frequentemente exigem respostas imediatas. Ao mesmo tempo, a série evita depender excessivamente dos relacionamentos amorosos entre seus personagens.

Essa escolha torna a narrativa especialmente atraente para quem prefere procedimentos policiais. Afinal, a maior parte dos episódios começa com um crime, apresenta uma investigação intensa e termina com uma resolução clara.

Embora a cidade seja diferente, os fãs de Chicago reconhecerão a maneira como os agentes cooperam, enfrentam pressões e protegem a comunidade. Contudo, encontrarão ameaças mais amplas e operações capazes de alcançar diferentes partes dos Estados Unidos.

Além disso, a produção mantém um elenco estável, oferece diálogos mais leves e utiliza os dramas pessoais somente quando eles realmente contribuem para a história.

Depois de oito anos, FBI continua demonstrando que a fórmula funciona. Portanto, quem acompanha Chicago Med, Chicago Fire ou, principalmente, Chicago PD encontrará nessa série policial subestimada praticamente tudo aquilo que estava procurando.

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Alexandre Cardoso

Alexandre Cardoso

Apaixonado por Filmes e Séries, criei o Guia da Netflix em 2015. Com o avanço dos serviços de streaming, fundei o Streamings Brasil, onde atuo como editor-chefe. Nesse site, escrevo sobre dicas e novos títulos adicionados aos streamings. Breaking Bad, Ozark, The Boys e Game of Thrones são algumas das minhas séries favoritas. Sou Engenheiro Civil, mas apaixonado por internet.

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