O gênero do faroeste é atemporal, mas, os anos 50 – e 60 – produziram verdadeiras joias raras, capazes de conquistar vários fãs. Aliás, foi nesse período que, o gênero ganhou enorme popularidade, até chegar ao auge na década de 60. Grande parte dessa ascensão foi graças ao gênero spaghetti, que incluiu títulos notáveis, como Django e Três homens em conflito.
Os melhores faroestes dos anos 50
Shane
Escrito de forma quase natual, Shane possui um equilíbrio notável entre a sensação emocional e uma abordagem realista dos personagens e do mundo. Poderia ter sido mais impactante há mais de 70 anos, ainda assim, atualmente é apreciado como um dos faroestes mais sólidos e consistentes de sua época. Aliás, esse é provavelmente, um dos mais influentes do gênero.
A história de Shane é sobre um pistoleiro tentando se estabelecer após uma vida cheia de drama, violência e perigo. Contudo, qualquer personagem de filme com esse tipo de passado, as coisas o alcançam e se mostram difíceis de escapar para sempre.
Shane é aquele tipo de filme que avança, contendo a dose certa de excitação e tristeza com um final perfeito. O resultado é uma obra-prima memorável.
Bad Day at Black Rock
Em comparação a outros faroestes, podemos considerar que Bad Day at Black rock um pouco diferente. Afinal, se trata muito mais de um filme de mistério, crime e suspense, do que de um western da época. Contudo, o cenário em que o longa se passa e sua premissa, o levam para o gênero.
Assim como vemos em outros filmes, o longa gira em torno de um homem misterioso que entra em uma cidade enquanto causa – ou resolve – um tipo de conflito enorme. Com uma atuação exemplar de Spencer Tracy e uma duração de menos de uma hora e meia.
Isso desperdiça pouquíssimo tempo e tem uma aparência marcante que ainda se mantém, podendo ser recomedado para quem ame o gênero.
Giant
Não é somente o nome que se trata de algo grandioso, mas em todos os sentidos da palavra. Giant possui cerca de três horas de duração e uma história que acompanha várias gerações, explorando um conflito ambicioso e vasto. O faroeste acompanha uma terra e o petróleo encontrados nessas terras.
Mas, agora vemos um pequeno grupo de personagens competindo e tentando prosperar nos tempos do Velho Oeste. Ao mesmo tempo, consolidam algum tipo de legado com suas fortunas. Este é um dos três únicos filmes estrelados por James Dean, cujo qual, ele entrega sua atenção mais complexa entre todos.
Ao seu lado, temos nomes como Elizabeth Taylor e Rock Hudson, em seus melhores momentos aqui. Como se não bastasse, nesse filme é uma das primeiras atuações de Dennis Hopper. Giant consegue resumir tudo de bom que tinha no gênero na época. O resultado? Um espetáculo impressionante quando assistido hoje.
Rio Bravo
Rio Bravo, ou como é chamado no Brasil, Onde Começa o Inferno é de autoria de Howard Hawks. Aliás, o diretor é responsável por vários filmes incríveis ao longo de sua carreira, sendo este, um dos melhores. Claro que, grande parte do destaque é também pelo estrelismo de John Wayne, com uma das melhores atuações de sua carreira.
A história acompanha um grupo de pessoas improváveis que se unem para manter um fora da lei na prisão, defendendo sua cidade daqueles associados a ele. Embora tenha quase 2,5 horas de duração, o faroeste tem uma história bastante contida e nunca cai no tédio, graças a um elenco forte, direção sólida e um roteiro envolvente.
Podemos dizer que esse é um verdadeiro clássico natural e com charme atemporal, que o torna um destaque da década de 1950 no cinema americano.
Rastros de Ódio
Se tem um nome que ficou amplamente conhecidos nos anos é John Wayne e Rastros de Ódio é mais uma prova disso. O filme não é apenas um dos melhores títulos do gênero da década de 50, mas sem dúvida, um dos maiores de todos os tempos.
Assim como um dos filmes mencionados anteriormente, não é muito complicado em termos narrativos, mas conta a história em questão de forma confiante e envolvente. O longa foca na busca de um homem para encontrar e resgatar sua sobrinha capturada.
O que começa de forma simples, rapidamente se complica. Afinal, esse filme de faroeste se desintegra e comenta ideias de justiça e heroísmo dentro do contexto do velho oeste. John Ford fez algo diferente aqui, emocionante de certa forma, mas envolvente em um nível muito mais amplo.
Por fim, esse filme é considerado um clássico principalmente, por se manter equilibrado do começo ao fim, em todos os aspectos.
Matar ou Morrer
Por fim, um dos melhores faroestes dessa década e dessa vez, totalmente oposto ao que vimos em Rastro de Ódio. Embora John Wayne recebesse o convite de estrelar esse, que é um dos melhores filmes de todos os tempos do gênero, ele recusou.
Por sua vez, o filme permitiu a Gary Cooper apresentar uma das melhores atuações da história do cinema. Matar ou Morrer é um clássico da história e grande parte dessa popularidade é justamente por ser criativo e bem produzido. A história se desenrola em tempo real e uma sensação constante de tensão crescendo ao longo do filme.
Assim, vemos a produção começando bem e entrando no clímax perfeito. Ou seja, tudo o que Matar ou morrer faz, ele faz bem. Se você quer começar a assistir filmes de faroeste dos anos 50, sugerimos que deveria começar por este.
Então, qual dessas produções você vai assistir?
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