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Antes de The Pitt, Taylor Dearden brilhou em série da Netflix com 98% no Rotten Tomatoes

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Taylor Dearden em The Pitt

Antes de chamar atenção do grande público como Dra. Mel King em The Pitt, Taylor Dearden já tinha deixado sua marca em uma produção da Netflix que muita gente acabou deixando passar.

E o curioso é que essa joia do catálogo segue com números impressionantes: American Vandal mantém 98% de aprovação no Rotten Tomatoes em suas duas temporadas, enquanto a primeira temporada de The Pitt aparece com 95%.

Ou seja, antes de se firmar em um dos dramas médicos mais comentados do momento, a atriz já estava ligada a uma das séries mais elogiadas dos últimos anos.

O mais interessante é que American Vandal não conquistou esse prestígio tentando parecer “importante” o tempo todo. A série trabalha com uma ideia que, à primeira vista, parece absurda: transformar pegadinhas escolares em grandes investigações no estilo true crime.

Só que a execução é tão afiada que o resultado funciona em várias camadas. É engraçada, satírica, inteligente e, ao mesmo tempo, sabe construir mistério de verdade. Essa combinação fez a produção virar um caso raro dentro do streaming: uma comédia que também consegue prender como thriller investigativo.

A estrela de The Pitt em American Vandal

Taylor Dearden aparece na segunda temporada, interpretando Chloe Lyman, personagem que se torna peça-chave no novo caso investigado por Peter Maldonado e Sam Ecklund. A trama acompanha os dois jovens documentaristas depois do sucesso da primeira investigação, agora mergulhando em um mistério envolvendo uma escola católica em Washington.

É justamente nesse arco que Chloe ganha importância, porque sua participação ajuda a conduzir a narrativa e a ampliar a tensão em torno da suposta culpa de Kevin McClain.

Mesmo entrando apenas na segunda temporada, Dearden não passa despercebida. Sua atuação combina muito bem com o tom da série, que exige naturalidade, timing de comédia e uma certa ambiguidade emocional. Chloe não é escrita como mero apoio de roteiro.

Ela entra no centro da investigação, movimenta a dinâmica entre os personagens e reforça a sensação de que American Vandal entendia exatamente como brincar com os códigos dos documentários criminais sem perder o pé na humanidade dos envolvidos.

Por que American Vandal ainda vale a maratona

Boa parte das séries que foram elogiadas alguns anos atrás envelheceu rápido. American Vandal não entra nesse grupo. A produção continua funcionando porque sua sátira vai além da piada fácil. Ela brinca com a obsessão moderna por narrativas criminais, pela necessidade de transformar qualquer caso em espetáculo e pelo modo como documentários moldam a opinião pública.

Ao mesmo tempo, entrega personagens jovens com comportamentos convincentes, diálogos bem observados e uma narrativa que sabe dosar humor e tensão.

A primeira temporada gira em torno da acusação contra Dylan Maxwell, estudante apontado como responsável por desenhar imagens obscenas em carros do estacionamento da escola. Já a segunda troca o escândalo visual por um caso ainda mais caótico, centrado em um ataque à cantina que desencadeia um desastre coletivo entre os alunos.

Em qualquer outra série, essa premissa poderia soar só como provocação juvenil. Aqui, vira combustível para uma investigação absurdamente séria, filmada com o rigor de um true crime clássico. E é exatamente isso que faz American Vandal ser tão divertida.

A série da Netflix com 98% que muita gente esqueceu

Um dos detalhes mais surpreendentes é que American Vandal continua oficialmente disponível na Netflix com suas duas temporadas, o que a transforma numa escolha muito prática para quem quer descobrir — ou revisitar — uma série curta no fim de semana.

O próprio Rotten Tomatoes registra 98% para a primeira temporada e 98% para a segunda, ambas com selo de aprovação da crítica. Não é exagero dizer que essa é uma daquelas produções que ficaram menores no debate popular do que mereciam.

Talvez isso tenha acontecido porque a série foi cancelada cedo demais. Talvez porque sua proposta parecesse “leve” demais para disputar espaço com os dramas mais barulhentos da Netflix. Mas basta assistir a poucos episódios para entender por que ela continua sendo tão lembrada por quem viu. American Vandal acerta na linguagem, no ritmo, na montagem e, principalmente, na forma como observa o comportamento adolescente sem soar artificial.

American Vandal é a série com estrela de The Pitt
Imagem: Divulgação

Vale a pena assistir depois de conhecer Taylor Dearden em The Pitt?

Sem dúvida. Para quem descobriu Taylor Dearden por causa de The Pitt, American Vandal funciona quase como um ótimo complemento de carreira. Em vez de repetir o registro dramático de Mel King, a atriz surge em um projeto com outra energia, mais irônica, mais satírica e muito calcado no jogo de ensemble.

Isso ajuda a enxergar melhor sua versatilidade e mostra que sua presença em The Pitt não apareceu do nada. Havia talento ali muito antes do drama médico colocá-la sob os holofotes.

No fim, a melhor definição talvez seja esta: American Vandal é o tipo de série que parece pequena quando você lê a premissa, mas cresce rápido assim que os episódios começam a encaixar.

E, para quem quer ver mais de Taylor Dearden além de The Pitt, essa maratona faz todo sentido. Afinal, poucas “séries esquecidas” conseguem sustentar 98% de aprovação, duas temporadas enxutas e um lugar tão curioso quanto merecido entre os acertos mais inventivos da Netflix.

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Sobre o autor

Alexandre Cardoso

Apaixonado por Filmes e Séries, criei o Guia da Netflix em 2015. Com o avanço dos serviços de streaming, fundei o Streamings Brasil, onde atuo como editor-chefe. Nesse site, escrevo sobre dicas e novos títulos adicionados aos streamings. Breaking Bad, Ozark, The Boys e Game of Thrones são algumas das minhas séries favoritas. Sou Engenheiro Civil, mas apaixonado por internet.