Quando todos imaginavam que Elbaph finalmente se tornaria o grande arco de desenvolvimento de Usopp, One Piece surpreendeu ao acrescentar uma história completamente inesperada ao passado de Brook.
Pouco antes do confronto decisivo entre Imu e Luffy, a obra iniciou um novo flashback, cuja finalidade seria explicar definitivamente a ligação de Brook com Gunko, uma das antagonistas mais misteriosas apresentadas recentemente.
Como se a trajetória de Brook ao lado dos Piratas Rumbar já não fosse dolorosa o bastante, esse novo retorno ao passado entregou ao animado músico dos Chapéus de Palha uma origem ainda mais emocionante.
Além disso, a sequência também esclareceu diversas características estranhas relacionadas a Gunko.
Entretanto, para além de ampliar a história trágica compartilhada por Brook e a Princesa Shuri, o flashback mais recente de One Piece talvez tenha colocado discretamente as bases para a chegada de outro sistema de poderes durante a Saga Final.
Curiosamente, Gunko parece ocupar uma posição essencial nessa possível transformação.
One Piece introduz um sistema semelhante aos dojutsus de Naruto por meio de Gunko
O capítulo 1186 de One Piece apresentou várias revelações surpreendentes sobre Esperia e também sobre a Princesa Shuri, conhecida pelo público até então como Gunko.
Primeiramente, o capítulo revelou a identidade do homem visto fumando um charuto dentro do castelo nos momentos finais do capítulo 1185.
O personagem é São Manmayer Gurou, um Dragão Celestial que também foi confirmado como o pai biológico da Princesa Shuri.
Além disso, o capítulo explicou que a verdadeira causa da guerra entre Esperia e o Governo Mundial estava relacionada à recusa do Rei Reuven em entregar Shuri.
Como consequência dessa decisão, o Governo Mundial exigiu o envio de mil escravos.
A história também revelou que São Gurou possui os mesmos olhos de tonalidades diferentes apresentados por Gunko, uma característica extremamente rara transmitida entre integrantes da família Manmayer.
Contudo, o capítulo sugere que essa particularidade não corresponde apenas a uma heterocromia comum.
São Gurou chama especificamente os olhos de Gunko de “íris bipolares”. Além disso, ele afirma que essa característica representa a principal razão pela qual Imu desejava controlar a jovem.
Dessa maneira, a fala insinua que os olhos podem esconder algum tipo de poder desconhecido ou possuir um significado muito mais importante.
Embora apresente uma aparência ocular quase idêntica à de Gunko, São Gurou também declara que jamais conseguiu despertar suas próprias íris bipolares.
Consequentemente, essa revelação reforça a hipótese de que existe algo realmente extraordinário na heterocromia da personagem.
Considerando apenas a denominação, as chamadas íris bipolares de Gunko talvez expliquem as diferentes personalidades demonstradas pela personagem desde os acontecimentos do Arco Egghead.
Até agora, Gunko apresentou três comportamentos completamente distintos.
Em determinado momento, ela age como uma Dragão Celestial tradicional, demonstrando arrogância e superioridade. Em outras situações, surge uma personalidade mais controlada e realista, que inclusive aprecia ouvir as músicas de Brook.
Finalmente, uma terceira versão aparece quando Imu assume o controle de seu corpo.
Na realidade, a facilidade com que Imu domina Gunko pode estar diretamente ligada às suas características oculares incomuns.
Portanto, esse detalhe poderia indicar o início de um verdadeiro sistema de poderes ligados aos olhos em One Piece, de maneira semelhante ao que Naruto construiu com seus dojutsus e kekkei genkai.
A Saga Final de One Piece pode apresentar diversas habilidades relacionadas aos olhos
Ainda assim, os olhos especiais de Gunko talvez representem somente o primeiro exemplo entre várias capacidades oculares que poderão ganhar destaque durante a Saga Final de One Piece.
O terceiro olho de Pudding, capaz de permitir a interpretação dos Poneglyphs, constitui outro excelente exemplo de uma habilidade extremamente relevante associada a uma característica genética dos olhos.
Além disso, existe a possibilidade de que a Tribo dos Três Olhos, como um grupo completo, desempenhe uma função muito mais importante nos próximos acontecimentos.
A Saga Final também poderá explicar definitivamente se os anéis presentes nos olhos de Mihawk possuem algum significado oculto.
Especialmente depois da introdução de Imu, surgiram inúmeras teorias relacionadas às íris circulares compartilhadas pelos dois personagens.
Figuras como Zunesha, Cavendish, Big Mom e até Robin também apresentaram esse mesmo formato ocular em determinados momentos.
Consequentemente, aumentou a suspeita de que todos esses casos possam estar conectados de alguma maneira.
Big Mom, particularmente, apareceu com esse tipo de olhar enquanto utilizava as habilidades de sua Akuma no Mi Alma-Alma.
Por isso, a característica talvez indique uma ligação entre os olhos, a alma e a personalidade do indivíduo.
Contudo, o exemplo mais relevante pode ser Cavendish.
Além de suas íris apresentarem anéis, os olhos do personagem assumem uma aparência dividida quando suas duas personalidades permanecem ativas ao mesmo tempo e disputam o controle do corpo.
Depois de tantos anos, Hakuba e Cavendish podem ter servido como inspiração direta para a divisão de personalidade de Gunko.
Além disso, assim como Cavendish, Gunko talvez encontre futuramente uma maneira de controlar ou reprimir suas outras identidades.
Essa evolução poderia preparar a personagem para uma possível redenção definitiva, apesar de sua atual posição como vilã.
Em resumo, diante da quantidade de olhos incomuns surgindo na etapa final da narrativa, existe uma possibilidade bastante concreta de que habilidades oculares semelhantes aos dojutsus de Naruto estejam lentamente ganhando espaço em One Piece.
Caso essa teoria esteja correta, esses poderes poderão se tornar tão importantes para os acontecimentos finais quanto o próprio Haki.
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